
David Coimbra: uma frase bem humorada para o camarada e amigo de fé
O titulo desse post se refere ao jornalismo, que exerço desde 1974, com muita paixão, apesar dos altos e baixos. Não tanto por estar atualmente sem o Registro Profissional, retirado por ato do STF (Tribunal Superior Eleitoral). Como na vida nada ocorre por acaso, serviu para acomodar interesses que nem me interessa saber, quanto menos correr atrás. Há gente com muito maior especialização e mais informações do que eu para destrinchar tal questão – já está na Câmara dos Deputados o pedido do retorno da exigência do Registro.
Igualmente, serve o título para explicar aos que me cobravam pela falta de atualização. Não consegui conciliar o ato de blogar com a função para a qual fui indicado pelo grande amigo, um dos melhores jornalistas da minha geração, Afonso Roberto Licks. Em abril, sugeriu meu nome à diretora Karim Miskilun para editor da Revista VOTO. Nos primeiros tempos não foi fácil me adaptar à estrutura mínima de trabalho, com exigências de revista semanal. Depois de ter passado dos 58 anos, tenho evitado assumir responsabilidades demasiadas. Sei que meu comportamento e determinadas atitudes podem ter custado algumas caras e bocas. Admito ser ex-adicto, porém com o domínio perfeito das faculdades mentais. Tolerância zero às atitudes mesquinhas. Me poupem, pô!
Já basta a dor de ver, ano após ano, a perda de amigos, por culpa da maldita disseminação do álcool e da liberalidade com que as drogas circulam nesse país com milhares de km de fronteira aberta. Chorei muitas perdas. Hoje não choro mais. Cada um tem o seu direito de escolha. Liguei o “Foda-se”, com sirene e tudo. Quem possui os neurônios no lugar sabe quanto vale a pena estar sóbrio e lúcido 24 horas porque – essa é uma verdade absoluta – a vida tem outro sentido: é prazerosa, mais leve e fácil superar as eventuais pedras no caminho.
Procuro manter o bom humor em dia. O segredo? Ficar longe de gente mal humorada. Não é o caso do amigão David Coimbra, criador de personagens fakes de Porto Alegre (e, em especial, da Vila do IAPI). Preocupado com minha ausência, ligou para saber como estava. Respondi no melhor estilo galponeiro:
- Ganhando bem, fudendo bastante e trabalhando pouco!
O David gostou mas garantiu que atualmente se mantém em equilíbrio tântrico, ou sei lá o nome que os brochados encontram para justificar seu membro em pé. Diferentemente da hiena, coitada, que come merda, fode pouco e vive rindo. Tá, gente! Era o melhor que podia escrever no último dia do ano com o mínimo de compostura e cumprir a meta de não terminar 2009 sem publicar um post.
Em resumo, apresento as capas das edições que participei da Revista VOTO, mantida há seis anos pelo empreeendedorismo da fundadora Karim Miskulin.
Assim, justifico a ausênica forçada do blog. Iniciei em meados de abril, quando VOTO teve lançamento nacional no restaurante do Congresso, em Brasília. Outra ousadia editorial da Karim que tem rendido muito prestígio à publicação.
CAPA DA REVISTA VOTO Nº 53, ABRIL DE 2009
CAPA DA REVISTA VOTO Nº 54, MAIO DE 2009
Essa edição foi a primeira em que formei dupla com o repórter Lucas Azevedo, minha escolha nessa caminhada. E ele já arrebentou. Com a materia “Docomentos da ditadura incomodam o governo gaúcho”, publicada em três páginas da VOTO de maio, Lucas ficou em terceiro lugar no Prêmio Especial: 30 Anos da Anistia: 25 Anos das Diretas Já! O cara ficou numa disposição…
CAPA DA REVISTA VOTO Nº 55, JUNHO DE 2009

CAPA DA REVISTA VOTO Nº 56, JULHO DE 2009
CAPA DA REVISTA VOTO Nº 57, AGOSTO DE 2009
CAPA DA REVISTA VOTO Nº 58, SETEMBRO DE 2009
CAPA DA REVISTA VOTO Nº 59, OUTUBRO DE 2009
CAPA DA REVISTA VOTO Nº 60, NOVEMBRO DE 2009
A respeito da matéria de capa, recebi da vereadora Juliana Brizola, neta do ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, a correspondência, que faço questão de tornar pública, com a devida licença da diretora Karim:
“Prezado editor,
O especial de novembro sobre os 20 anos da abertura política fica como um belo registro dessa passagem da história brasileira. Parabenizo a equipe pela iniciativa da edição e agradeço a especial e justa menção a meu saudoso avô.
Que a Revista VOTO continue nesta trajetória de crescimento permanente, sempre pautada pela pluralidade de opiniões. Abraço a todos, ao mesmo tempo em que desejo um Natal cheio de paz e um 2010 com grandes realizações.
Vereadora Juliana Brizola – Câmara Municipal de Porto Alegre”

CAPA DA REVISTA VOTO Nº 61, DEZEMBRO DE 2009
Essa edição repercutiu no país e no exterior, uma vez que revela os bastidores da disputa, entre os governos da Alemanha e do Uruguai, pelo espólio do navio de guerra nazista Graf Spee, afundado nas águas do Rio da Prata, perto de Montevidéu. Reportagem exclusiva do competente repórter Afonso Licks. “Nazismo ainda provoca disputa na América do Sul” contou toda a polêmica.
Também participei de edições extras, destinadas a dois importantes eventos.

A primeira, sobre a 32ª Expointer, realizada em Agosto e Setembro.
A segunda, para informar tudo a respeito do Pré-Sal, evento organizado pela Revista VOTO, com o apoio da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
E, para finalizar, antes que alguém reclame de ter sobrado tempo em dezembro para atualizar meu blog, informo que passei todo o mês com a responsabilidade de colocar na rua a primeira edição de Janeiro da VOTO. Até então, era praxe ser lançada uma edição conjunta dezembro/janeiro. Mais um tabu quebrado.
A capa da edição de Janeiro que circula a partir do dia 5
Esse é o modelo da capa graficamente idealizada pela eficiente equipe da Agência São Jorge e finalizada pela Imagine Design, da Adriana Paim. Só vai circular depois que rodar na Gráfica Pallotti, na primeira segunda-feira do ano, dia 4. Mas já dou o gostinho ao reproduzir a primeira edição da VOTO de 2010. Confiram, pois há excelente material de leitura em cada uma das 84 páginas.
E Feliz Ano Novo para todos.