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ZH Fotografia

Parte do time de fotógrafos da ZH no final dos anos 80. Da esquerda para direita, Rubens Borges, Fernando Gomes, Arivaldo Chaves, Antônio Vargas, Edison Vara, Antônio Pacheco, Lisete Guerra, Paulo Dias e Valdir Friolin.

Os últimos dias foram pródigos em surpresas. O desafio de voltar à redação depois de algum tempo e a reprodução da história de meu pai, mexeu com alguns sentimentos. E me fez, outra vez, rememorar fotos guardadas no baú das recordações, como fiz há algum tempo e teve grande repercussão.

Adoro fotografia e tenho uma relação de amigos na área que faço questão de cultivar ao longo dos anos. São eles, por exemplo, os primeiros que retirei do baú e publico acima, quando foi feita a mudança do setor de fotografia da velha para a nova redação. Já havia publicado essa foto em poster anterior, mas não os identificara. Agora, resgato com os respectivos nomes. Tarefa cumprida.

ZH Neusa Froes Outras fotos dos velhos tempos de ZH reproduzo ao acaso. Como por exemplo, essa foto de Neusa Gali Fróes (à direita) quando comia um lanche e pensava na próxima pauta da editoria de Economia, setor onde exerceu suas atividades durante anos.  Hoje, está associada com a jornalista Gládis Berlato em uma agência de consultoria de comunicação e assessoria de imprensa. As duas começaram na Economia de ZH e seguem juntas.

Imara Stalbaum Outra que jamais esquecerei é Imara Stalbaum (à esquerda). Tive o prazer de trabalhar com Imara e seu companheiro, o fotógrafo Antônio Carlos Mafalda, quando estive em Criciúma, em 2000, na reformulação de um jornal, cujo dono era maluco e nos fez desistir em pouco tempo. Até onde sei, Imara leciona comunicação na Faculdade Estácio de Sá, em Florianópolis e que uma das filhas era apresentadora da RBS/TV. Aguardo uma atualização.

Imara Stalbaum: de olho no alentado lanche

André Pereira Outro repórter inesquecível nos meus primeiros tempos de Zero Hora foi André Pereira (à direita). Até hoje, poucos tiveram a sua sensibilidade e a elegância para escrever uma reportagem. André - que foi casado e teve dois filhos com a excepcional fotógrafa Jacqueline Joner – atualmente assessora o deputado do PT, Adão Villaverde, na Assembléia Legislativa. Foi um espetacular repórter de ZH, sob o comando de Carlos Alberto Kolecza. E deixou uma lacuna no jornalismo gaúcho que até hoje não foi preenchida.

                                                             André Pereira: repórter brilhante em ZH

ZH Olyr Zavaschi Ainda bem que alguns dos grandes profissionais que ZH teve ainda permanecem na redação. Um que jamais esquecerei é Olyr Zavaschi (esquerda). Ele foi responsável pela implantação da informática, tanto no Diário Catarinense, como na ZH. Hoje, Olyr é o responsável pela seção “Almanaque Gaúcho” , que edita com raro talento e a sensibilidade. Como seu estilo.

Olyr Zavaschi, concentradíssimo, nos anos 80

Valls, Emanuel, Brossard, Fehlberg e Krieger na ZH Tenho mais uma série de fotos desses tempos, algumas delas já reproduzi, como esta acima, que volto a postar por uma razão muito especial. À esquerda, Luiz Fernando Valls, jornalista, assessor e biógrafo do então ministro da Justiça, Paulo Brossard de Souza Pinto, que aparece ao lado do editor-chefe de Zero Hora, Carlos Fehlberg, atentos a uma notícia na tela do meu computador da primeira geração, instalado na redação no final dos anos 80. Estou sentado à frente dele. À direita, de pé, o repórter iniciante em política, Gustavo Krieger.

Blog do Krieger

Hoje, Gustavo é um dos mais renomados jornalistas políticos em Brasília, com uma carreira que já lhe rendeu prêmios e livros. E possui um blog com milhares de acessos. Vou encontrá-lo nos próximos dias, depois de muitos anos, por uma dessas coincidências que só ocorrem em jornalismo, essa notável profissão. *

Redação ZH

* Blog que se preza é que nem coração de mãe: sempre cabe mais um. Pois a Isara Marques, emocionada com as lembranças da antiga ZH, enviou uma foto da redação quando era repórter da Geral. Isara está à esquerda, ao telefone, na frente do Mário Marcos. E à direita, em pé, de suspensório, Carlos Wagner.

14 respostas para “Para matar a saudade: imagens dos velhos tempos de Zero Hora”

  1. Emanuel, que coisa boa a gente viajar no tempo. Muitos destes que foram teus parceiros de jornalismo também cruzaram meu caminho, em minhas andanças de uma redação para outra, da então chamada Casa de Caldas para a ZH e vice-versa. Imara foi minha colega de faculdade, éramos do mesmo grupo de trabalho, com Eugênio Bortolon e mais outros que se perderam por aí (ou a gente os perdeu). Era de uma energia, esta garota! Tínhamos uma amizade bonita, ela sempre moderna, arrojada, eu sempre tímida, menina do IAPI. Um dia, ela me disse: “Tetela, vou casar. O Britto está insistindo e eu quero ter esta experiência.” Nunca vou esquecer desta manhã na Fabico, da minha surpresa. Logo, ela e Antonio Britto, que viria a ser governador gaúcho, estavam indo para o altar, ela com uma roupa que lembrava os templários, ele de perna engessada por causa de um acidente causado por uma besteira: alguém escondeu a chave da casa deles e ele foi atrás e bateu o carro. Não fui ao casamento, nem lembro a razão, só sei que continuamos convivendo, ela casada, eu namorando um dos seus padrinhos de casamento, com quem eu viria a casar. Aliás, outra da Imara que não esqueço, por sua espirituosidade: eu trabalhava na Folha da Manhã, ela também, que ficava abaixo da Rádio Guaíba. Edegar, meu futuro marido, era muito amigo do Britto, então chefe de esportes (acho que era isso). Amauri Mello foi meu pombo correio, veio me trazer recado do Edegar de que ele queria “falar comigo e estava interessado em mim”. Os três trabalhavam juntos em Esporte, a informação circulou rápida. De repente, a Imara chega na minha frente, de mão na cintura, rindo e me diz: “Tetela, como tu te atreves a namorar um amigo meu e não me contar”. Saudades daquele tempo em que eu ia descobrindo o mundo e ainda me espantava com ele.
    Obrigada, Emanuel
    bjs
    maris

  2. Jorge Correa disse:

    Somente um cara com a sensibilidade tua, Emanuel, para buscar lembranças de um passado recente, trazendo para o blog imagens de colegas que passaram pela redação de Zero Hora. Ainda bem que pelo menos três dos repórteres-fotográficos continuam em Zero Hora: Fernando Gomes, Arivaldo Chaves e Valdir Friolin. Bom ver a fotos da Neusa e do André, brilhantes repórteres que hoje fazem falta não apenas em ZH, mas em qualquer veículo brasileiro. A mídia optou pela juvenilização e esqueceu da memória (muito importante na realização de uma reportagem). Nada contra os jovens, mas entendo que as redações devem ser mais equilibradas entre jovens e veteranos. Algo que acontecia no tempo em que estavas na redação. O Olyr, que também exibes na postagem, é um belo exemplo de manutenção de um profissional “antigo”, com retorno garantido para o veículo. Parabéns pelo teu blog, um dos mais lidos e apreciados.
    Abraço
    Jorge Correa

  3. Emanuel
    Situo-me entre os comentários dos amigos acima, da Maristela, colega do Coletiva, e do insuperável e amigão Jorge, companheiro desde os tempos do JC, em 1983. Ao olhar as fotos, também me lembrei de tantas coisas ocorridas no prédio da ZH, quando a redação era ainda no térreo, da nossa passagem para a informatização (aliás, qd puder vou “sacanear” e te mandar o boletim da mudança da época) e de pautas feitas com todos aqueles fotógrafos. Tu acreditas? O saudoso Goiano, aquela paz, o hiper competente Fernando Gomes, o eterno Arivaldo Chaves, o Antônio Vargas (onde anda), Edison Vara, que continua lindo e veja só, no Correio do Povo, trabalhei com o filho dele, do Antônio Pacheco, Lisete Guerra, Paulo Dias e Valdir Friolin, um companheirão de pautas. Era time bom. E assim como o Jorge, ao ver a Neusinha, que circulava mto bem nas finanças do país, e o André, sem comentários, MELHOR REPÓRTER VIVO DO PAÍS, bate uma saudade dos tempos em que se fazia reportagem, não se inventava, se escrevia para os leitores e não para ganhar prêmios. Ai, Emanuel, só tu mesmo. bjs

  4. Gustavo Krieger disse:

    Rapaz, como eu já fui jovem. E magro.
    Saudades desse tempo. Foi naquela redação da Zero que descobri a paixão pelo jornalismo. Nas madrugadas de fechamento, na busca pelas matérias. E com gente como você e Fehlberg. Grandes tempos.

  5. Maristela Bairros, Jorge Correa e Marcia Martins: só ler os coments de vocês já valeu a postagem desses antigos recuerdos. Sei que outros velhos companheiros das redações dos anos 70 e 80 leram, mas por pudor ou falta de hábito, não comentaram. Sem contar a foto enviada pela Isara Marques e a constatação da passagem do tempo feita pelo Gustavo Krieger.
    Mas vou tomar a liberdade de reproduzir trecho de um comentário que recebi por e-mail do André Pereira, mesmo sem pedir licença:

    “(…) Emanuel prezado.
    Ao ver afetuosa menção a mim no teu blog, me sinto enormemente lisongeado com a lembrança e extremamente emocionado com a tua homenagem. Mas é forte demais a afirmação “até hoje a lacuna deixada por André Pereira no jornalismo gaúcho não foi preenchida”; é puro exagero de amigo. E os textos reportagem de Nilson Mariano, Rosina Duarte, Moisés Mendes, David Coimbra, Eliane Brum, entre outros, que lemos com grande prazer?
    De todo modo, muito, muito obrigado.”

    Fiz questão de reproduzir porque sei o quanto André Pereira é modesto, mas ele foi quase um ídolo pra mim, apesar de sermos da mesma geração. Eu, repórter esportivo, lia com avidez os textos que o André escrevia e a paixão que entrevia em cada linha. Há matérias dele que nunca esqueci, como uma que era de um lirismo incrível, sobre um encontro de jovens em Palhoça. Sou capaz de quase repetíi-lo de memória, André.
    Por isso, com todo o respeito aos nomes que citaste, vou usar aqui outro trecho de e-mail que recebi pra justificar a tua inesquecível passagem pelas redações. É do João Manoel, citando Roberto Villar: “O André Pereira não é um repórter, é uma redação”.
    Poucos podem receber maior reconhecimento do que tu, André. Só quem conviveu contigo sabe como tu eras um guru pra gente.
    Nada do que escrevi foge à realidade de quem viveu, irmão. Pena que as gerações jovens perderam a chance de te ver em ação.
    Forte abraço.

  6. Não sei se ZH de hoje é melhor ou pior do que aquela que fazíamos nas décadas de 80/90, mas com certeza trabalhávamos com mais alegria.
    Só um exemplo: por vários meses, nas quartas-feiras, depois do fechamento da edição (lá pelas dez horas), atravessávamos a Ipiranga para jogar vôlei no ginásio da escola Protásio Alves. Depois íamos beber umas cervejas e papear no bar do fotógrafo Emílio, no viaduto da Borges, quase Duque.

  7. Gustavo: temos encontro marcado em Brasília essa semana e vamos botar o passado em dia, mas principalmente o presente e o futuro político desse país que avança para ser uma das maiores potencias mundials. Vivemos para testemunhar o que antes nos parecia impensável.
    Forte abraço.
    Clóvis: não se pode comparar épocas, nem ambientes das redações. Cada uma tem uma história muito própria e só quem participa do dia-a-dia da confecção de um jornal sabe como é um excercício desafiador. Poucas vezes a expressão tão usual “matar um leão por dia” se aplica a elaboração de um diário. Uma coisa é certa: quem trabalha em uma redação, jamais esquece esse período.
    Abração.

  8. Luiz Valls disse:

    Emanuel,
    legal ver essas fotos.
    Lembro dessa visita à redação de Zero Hora em 1988.
    O ministro gravara um vídeotape sobre o uso do cinto de segurança, para rede nacional de televisão, no estúdio da RBS TV, e depois descemos para a ZH.
    Eu havia passado anos distante da redação de Zero Hora, e lembro até hoje o que mais me impressionou ao voltar: o quase absoluto silêncio!
    Abraço a todos!
    LF

  9. Luiz Fernando Valls, satisfação ver teu comentário no blog. Lembro que no distante ano de 1974, quando iniciei no esporte da ZH, foca total, tínhamos como copydesks dois grandes jornalistas: o falecido José Raimundo Manosso e tu, Luiz Fernando Valls. Vocês ajudaram – e muito – a vida de quem iniciava no Esporte da ZH nesse saudoso período. O Manosso já nos deixou, mas pelo que leio e sei, estás entre os profissionais que cumpre uma belíssima trajetória, depois de ter assessorado durante um bom tempo ao ex-ministro Paulo Brossard – sobre quem, aliás, publicaste um alentado livro de 580 páginas intitulado “Brossard: 80 Anos na História Política do Brasil”.
    Em função da nova atividade que abracei, devo ir com frequência a Brasília e espero ter a chance de te dar um abraço, pois a última vez que nos vimos foi exatamente na data desta foto publicada.
    Forte abraço, professor!

  10. edison vara disse:

    Oi grande Emanuel!!! Tudo bem contigo? Adorei rever esta turma na foto dos nossos tempos de ZH.
    um grande abraço. edison
    meus contato!
    (51) 99820707

  11. Petra Mafalda disse:

    Emanuel, linda matéria e lindas lembranças. Eu só ouço meus pais falarem: Como era boa aquela época…. Ver a foto da minha mãe, novinha e constatar que ela foi(ela continua uma musa) uma mulher linda e competente me deixa muito feliz… Só não vi nenhuma foto do meu pai(Mafalda), mas faz parte! Adorei teu blog e irei colocar um link do seu blog no meu! A Família manda um abraço!!

  12. friolin disse:

    Grande Emanuel valeu já me mostraram,mais não tinha visto o teu site tá muinto bommmmm.abraço do friolin.

  13. eugenio bortolon disse:

    Puxa, que bacana ler tudo isso. Ver fotos. Perscrutar o passado (palavrinha feia, mas foi o que deu para o momento…). E recordar o passado de muitos e muitos anos. Todo esse pessoal foi parceiro. Eu tô atrasado mesmo…só agora vi isso, mais de ano depois do ocorrido. Beijos para todos. Pensei até em pedir em namoro uma dessas tantas colegas. Mas eu era (e ainda acho que sou) meio babaca, meio tímido, meio quieto. Abração Emanuel. Lembro do dia que foste contratado pelo Félix e turma em 1974. Ou seria 1975? Eugenio

  14. Grande Eugênio Benjamin Bortolon. Saudade do amigo. De fato, somos contemporâneos, estivemos juntos praticamente desde o início de nossas carreiras. Fui contratado pela Folha da Manhã, em abril de 1974, para trabalhar na editoria de Esportes, comandada pelo Félix Valente. Mas quem me fez o convite foi o Antônio Britto, que na época trocava o jornal para montar a primeira central do interior para uma rádio, a Guaíba. O mesmo Britto que reencontrei em três campanhas eleitorais que participou como candidato ao governo do Estado, tendo sido eleito em 1994 e perdido as duas seguintes, em 1998 e 2002. Estive outra vez na Caldas Júnior entre 1990 e 1992, como editor de Política, quando o Correio do Povo conquistou o único Prêmio ARI de Reportagem Geral na sua história. Tinha só quatro repórteres, mas um deles era o David Coimbra. Bons tempos, Eugênio. Muita saudade do amigo. Abração.

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