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Palomares campeão 1981

Clube Atlético Palomares campeão de 1981 ao empatar com o Amálgama no Estádio Força e Luz. O quarto, de pé, da esquerda para a direita é o Nilsão. Quase 30 anos depois, a memória me trai, e não lembro de todos. Pesquisei até onde pude e seguem os nomes de quem identifiquei nessa foto histórica:

De pé, Emanuel (autor dessas linhas, de barba, o treinador), Flávio (camisa branca), Maranghelo, Nilsão, o goleiro Aparício, Claiton, Juarez (já falecido), Gerê, Agostinho, Irigoyen, o goleiro reserva Renato Reicherd e Tota.

Abaixados (aí começa o problema, pois não recordo todos). O primeiro, de verde, deve ser o Roberto. Ao seu lado o Álvaro, Osni, Gerdal, Roberto Pelezinho, Chumbinho (Newton Drummond, assessor de futebol do Inter) e dos quatro últimos lembro do Claudinho (o loiro) abraçado ao Paulo Amaral.

“A morte é que faz a reputação do homem; determina se é boa ou má”.

Lembro de ter visto essa frase no filme “Easy Rider” (Sem Destino), protagonizado por Dennis Hooper e Peter Fonda, exibido pela primeira vez em Porto Alegre no ano de 1969, no então Cinema Vogue, assim chamada a sala que ficava na Avenida Independência, esquina da Santo Antônio. Foi um filme de estrada tão surpreendente que concorreu a dois Oscars: de melhor roteiro (escrito a quatro mãos por Dennis Hooper – que o dirigiu – e Peter Fonda) e melhor coadjuvante ao estreante Jack Nicholson, hoje um ator consagrado.

A sinopse: dois membros da contra-cultura hippie no final dos anos 60 saem de Los Angeles e atravessam o país até Nova Orleans. Na viagem, encaram o espírito da liberdade, mas também muito preconceito. Foi embalado pela notável trilhas sonora (leia aqui), uma delas considerada o hino dos motoqueiros até hoje. Eles, aliás, lotaram a frente do Vogue com suas possantes motos e nunca esqueço a frustração ao final desse road movie, depois que os dois principais personagens são assassinados na última cena.

De tudo, ficou na memória: “A morte é que faz a reputação do homem; determina se é boa ou má” . Há 30 dias exatos, pude constatar o quanto é verdadeiro o significado dessa frase, que os protagonistas daquele filme leram na placa de uma igreja. Tudo começou quando o amigo Sérgio Kaminski, pediu  ajuda a fim de publicar o convite para enterro que informava: “Os companheiros do Cidreira Praia Clube, da década de 70, e os seus amigos da Vila do IAPI, convidam para os atos de despedida de Nilson da Cunha Unhalo (Nilsão) ”.

Estive no Cemitério Jardim da Paz e saí de lá impressionado. Poucas vezes vi um homem que nos deixou aos 64 anos, após uma existência normal, receber as últimas homenagens prestadas por tantos amigos, de todas as classes. Nilson viveu com simplicidade, mas foi riquíssimo pelas amizades que cultivou.

Quando o conheci, ele era um zagueirão enorme que se impunha pelo vigor físico no Estádio Alim Pedro, na Vila do IAPI, local em que morou a vida toda.

Fui mais amigo de seu irmão, João Francisco da Cunha Unchalo, o Gerê, considerado o melhor centroavante da várzea de Porto Alegre, com passagem pelo futebol profissional. Chegamos a ser rivais no campeonato da Laifa – Liga Amadora do IAPI de Futebol e Amizade– quando ele defendia o Curió ao lado do Nilson e eu atuava no recém fundado Clube Atlético Palomares.

Nosso campeonato era dos menos conhecidos porque se disputava no sábado pela manhã – rodada dupla, o primeiro jogo iniciava às 8h15min e cansamos de ganhar partidas por W.O. pois alguns adversários sequer conseguiam juntar oito para entrar em campo no frio do inverno. Uma dessas decisões terminou nos pênaltis, com vitória do Palomares. Meu time possuía um jogador de exceção, o Gerdal (onde anda?) e ele foi convidado para disputar o famoso campeonato praiano pelo Cidreira Praia Clube. Graças ao Gerdal, nos anos seguintes alguns dos craques do CPC passaram a integrar o Palomares, entre eles Gerê, Nilsão, Agostinho, Juarez entre outros que a memória hoje me trai.

Com o Palomares, passamos a disputar competições mais fortes, como as Copas Arizona e Paquetá (vice-campeões, nos pênaltis no Passo da Areia). Mas tivemos grandes alegrias, como a conquista do campeonato de várzea que reuniu os times mais fortes de 1981: Amálgama (dos irmãos Pedro Paulo, que presidiu o Inter e Luiz Fernando Záchia, hoje deputado estadual), cujo empate em 0×0 na final, no Estádio do Força e Luz – partida assistida pelo então craque do Inter e meu querido amigo Mauro Galvão – nos garantiu o título, por termos conquistado o primeiro e o segundo turnos. Outros timaços daquela competição: Corsário (de José Alberto Guerreiro, que se tornou presidente do Grêmio), Safurfa, Berimbau, Piriri e Lomba do Pinheiro, entre os que recordo.

Tudo isso veio à memória quando Nilson nos deixou. Ainda tenho algumas fotos da época, apesar de ter presenteado muitas aos amigos que fui encontrando pela vida. É uma das minhas manias. Mas sobrou esta, graças a Deus, que serve para hoje, quando completa 30 dias de ausência, lembrá-lo com saudade.

Nela, lá está o Nilsão, na decisão que jamais esquecerei porque também marcou a minha despedida do Palomares, pois no mês seguinte me transferi para São Paulo pela Revista Placar, onde fui repórter. Quando retornei, dois anos depois, o time seguia, graças aos abnegados amigos que o mantiveram.

Um deles foi o Gerê, irmão mais novo do Nilson, a quem pedi que escrevesse umas linhas a respeito do que significou para ele a fraternal convivência. Gerê prontamente escreveu umas linhas emocionantes, que reproduzo abaixo:

“Falar do meu irmão é falar de uma criança grande, como foi desde pequeno, tanto que sempre me escondia atrás dele, para me proteger, daqueles que queriam me bater.

Um coração maravilhoso, um amigo de todos.

Passou por esta vida dando exemplo de como se pode envelhecer permanecendo criança.

Como zagueirão, fez história com seu chute potente. Lembro de um jogo no Alim Pedro, onde bateu um tiro de meta que caiu atrás da zaga adversária, além da intermediária. Só tive o trabalho de deslocar o goleiro e fazer o gol.

Com seu tamanho, impunha muito respeito aos atacantes adversários, pois chegava sempre junto e não perdia viagem.

O Nilson, fez o seu nome no futebol amador de Porto Alegre.

Tive muito orgulho de ter nascido irmão dele.”

João Francisco da Cunha Unchalo, o Gerê.

Pedi, também, ao seu compadre, Sérgio Juarez Kaminski, que escrevesse uma pequena homenagem ao amigo que se foi. Naquele seu estilo despachado, porém de una simplicidade comovente, Sérgio prestou essa singela mensagem:

Nilsão e Kaminski

Praiano: Nilsão mostra quem mandava na área do CPC. Atrás, Kaminski *

“Nilsão

Olhar de rinoceronte, caminhar de gorila e alma de passarinho!

Zagueirão e Xerife lá no IAPI.

Meu compadre, meu amigo e protetor do lado direito da zaga… Tantas quantas vezes subi para o apoio.

Nos quebra-pau dos campos de várzea muitas vezes a cintura do Nilsão foi refúgio para seus companheiros de clube e de quem mais precisasse.

Cozinheiro de mão cheia e pescador de mãos vazias.

Grande Caminhão!

A estrada por onde agora andas certamente vai te levar para o céu!”

Sérgio Kaminski.

Nilsão partiu, o corpo está no Cemitério Jardim da Paz. Mas sua memória jamais será esquecida por todos que hoje sentimos o quanto ele faz falta.

* Pra matar a saudade: depois que escrevi, Sérgio enviou a linda foto acima.

18 respostas para “Nunca vamos esquecer de Nilson da Cunha Unchalo, o Nilsão!”

  1. Plinio disse:

    Grande Emanuel. Leio com muito prazer este teu blog em que manténs o texto brilhante que te consagrou nos jornais e revistas. Tuas histórias são extraordinárias dentro daquilo que Tolstói sugeriu, de cantar sua própria aldeia para ser universal.
    Abrs e votos de sucesso no teu mais novo emprendimento.

  2. Caro Plínio Nunes,
    grato por teu comentário e pela leitura. De fato, tenho o maior prazer de contar histórias com cheiro de vida, de gente com quem reparti o pão e caminhei pela estrada. É o caso do Nilsão, para quem prestei as últimas homenagens mas achava mais do que importante reavivar para os amigos e contar a quem não o conheceu o grande sujeito que ele era e a falta que fará.
    Forte abraço.

  3. Breno disse:

    Emanuel, bela histório e a foto do Nilsão, em cima do lance, me levaram pelo Túnel do Tempo aos últimos anos da década de 60 e como da de 70 quando o Praiano era o maior acontecimento esportivo à beira-mar no País. Era uma festa do futebo. Como tu sempre diz, futebol é Espetáculo. Abração.

  4. Jose Cesar Simões disse:

    Falar do Nilson (Caminhão do lixo) é falar e lembrar dos áureos tempos da várzea portoalegrense, é lembrar dos grandes campeonatos praianos, é falar do IAPI, é falar de Cidreira.
    O Nilsão impunha respeito em todos, não só pelo seu tamanho e pelo seu futebol mas pelo seu churrasco (grande assador), pela sua amizade, pela seu risada, pelo seu companheirismo, não tinha nada ruim para ele.
    Lembrar do Nilson é lembrar do CPC, do PALOMARES, do CURIÓ, equipes históricas onde o futebol ficava em segundo plano, pois em primeiro. era sempre a amizade e o respeito de todos.
    Que bom que pude viver este tempo, que bom que puder ser amigo do Nilson.

  5. Breno disse:

    Caos, a mensagem saiu com erros e truncada.
    Emanuel, a bela história e a foto do Nilsão, em cima do lance, me levaram pelo Túnel do Tempo aos últimos anos da década de 60 e ao começo da década 70 quando o Praiano era o maior acontecimento esportivo à beira-mar no País. Era uma festa do futebol. Eu e o meu primo não víamos a hora da bola rolar para acompanhar aquele grande espetáculo nas areias de Cidreira, Pinhal, Tramandaí, Imbé, Santa Terezinha Rainha do Mar, Xangri-lá, Atlântida, Capão da Canoa…
    Abração.

  6. Zé Cesar, faz um bem danado ler uma mensagem como essa tua, que era o rei da palhaçada, não deixava ninguém quieto fora de campo. E quando entrava, era um Deus nos acuda, incomodava qualquer zagueiro com aquela conversa “cerca lourenço” em que os caras caíam que nem patinho, pra diversão da gente, principalmente quando metia uma bruxa e corria feito bobo, pra espanto dos adversários e da gente.
    De fato, da muita saudade de tanta coisa boa que a gente viveu.
    Tens toda a razão, Zé Cesar, que bom termos essas lembranças maravilhosas. São elas que nos fazem sentir que a vida valeu a pena.
    Forte abraço, irmão.
    E vê se arruma um pretexto pra juntar esse bando de novo, pô!
    A gente não se reuniu nem nos 60 anos do Sérgio Kamininki. Lamentável.

  7. Breno: vocês que estavam na torcida não tinham idéia do que esses sujeitos aprontavam quanto o CPC se juntava na concentração. O Gerê botava o relógio no lado do beliche e ficava controlando a hora em que o Juarez voltava de uma escapada, quando todos dormiam, ou fingiam.
    Tive o privilégio de supervisionar o CPC durante um dos praianos e foi o suficiente pra nunca mais bancar a babá desses sujeitos. Mas foi um acontecimento e tanto, os treinos, a espera, os juízes comprados por determinados patrocinadores. Nesse praiano, eu e o Sérgio Kaminski fomos até a casa onde morava o Jair Cunha Filho no Cristal (o então editor de esportes da Folha da Tarde), denunciar que o FF (apelido do Flávio França), que organizava os jogos e beneficiava os times dos bruxinhos, a quem saudava com um alegre: “Que jornada!”
    Não teve choro nem vela: fomos eliminados do praiano – e abandonei a idéia de perder tempo com algo que podia ser decidido fora das canchas de areia.
    Mas o Gerê, o Sérgio Kaminski e tantos outros devem ter lembranças maravilhosas deste tempo em que o CPC era o bicho-papão da praia.
    De cada três campeonatos, eles faturavam um ou dois. Era lindo de se ver.
    Bons tempos.
    Abração, Breno.

  8. Andreia Unchalo disse:

    Gostaria de agradecer o enorme carinho de todos com meu eterno maravilhoso grande pai…Nao consigo ainda me expressar, a saudade, infinita…..Mas deixo meus agradecimentos isso me deixa ainda mais orgulhosa, deste, CAMINHAO Q SO NOS DEU ALEGRIAS, FELICIDADE E PROTEÇAO…Abraços Andreia (filha) e Ione (esposa).

  9. Dalton disse:

    Falar de futebol de praia,é lembrar de grandes amigos e destes um em especial.NILSSON,deste tenho grandes recordaçoes porque? quando em 1971 nos encontramos em cidreira para jogarmos juntos,e fazer a melhor zaga do praiano,naquele time jogavam CARRASCO-ERALDO-CARRARD-NILSON-DALTON-RIBAS-JOEL-COVIS(CO)RENATO-GILBERTO ANDRADE,ainda fasiam parte RUSSO-GASTAO-SERGIO LEISN-MANN-SEGALA-ZEZINHO E O TREINADO KIM.E triste qundo se perde um amgo,mas au mesmo tempo a gente se conforta em saber que ele deichou boas lembrança Valentia coragem amizades puras e sorridente ao mesmo tempo,isto e que podemos dizer daquele grandalhao que as veses parecia um adolecente.Eu espero que no proximo praiano se houver(no ceu que ele seja o capitao,e que possa levantar a taça de campeao.

  10. Manoel Fernando Rosa e Silva disse:

    Prezado Emanuel, também participei junto com o Nilsão das Campanhas do CPC em 75 e 76, quando treinador era o Silvio Oliveira…Junto com o Gerê,Joninha, Hermes, Moisés da UFRS( falecido) Sergio Kaminski e outros.. Fiquei muito sentido quando soube de seu falecimento. Meu apelido era Maneca e atuava na lateral esquerda e zaga. O baixinho Juarez que jogou nos juvenis do Grêmio também foi meu companheiro no time do Julinho, onde nos sagramos campeões. Muito legal esta tua iniciativa de criar essa memória histórica, pois no CPC nã existe mais nada de sua história. Um grande abraço!!!

  11. É fantástico constatar a força da Internet, que aglutina pessoas dos mais diversos lugares quando algo as une, como foi o caso do Nilsão.
    Fico sem palavras quando surge um comentário de amigos dele, todos reforçando o carinho pelo irmão do Gerê, meu grande amigo.
    Nessas horas a gente vê como vale a pena ter recuperado a lucidez e a vida, com a simplicidade das coisas que realmente valem a pena. E nada supera a amizade, essa qualidade que torna os seres mais humanos.
    Abraço a todos que têm escrito para honrar a memória do Nilsão.

  12. leoni nascimento disse:

    Procuro pessoas do futebol de praia, pois no Rio ele voltou com 16 clubes há dois anos. Sou do Guaíba, que jogou e ganhou o Torneio de Integração Nacional em 1971, na Praia de Belas. o Berimbau foi o vice. Estive também em 1966, com a seleção carioca campeã do II Brasileiro de seleções e com o Botafogo nesse mesmo ano. Nosso Guaíba venceu os campeonatos de 1960,81,83 e 93 aqui no Rio.
    O futebol de praia no Rio estava padado desde 95 por brigas.
    Tenho contáto com o Gigi (Santos) e gostaria de me comunicar com você e se possivel com o Carrasco, que no Rio foi meu goleiro. Favor responder. Leoni

  13. danusa ciochetta disse:

    Oi! estou fazendo uma reportagem sobre o Cidreira Praia Clube e estou buscando o contato de pessoas que participaram do time do CPC e participaram do Campeonato Praiano. Não sei se você sabe, mas todo o material histórico do Clube foi queimado num ato de vandalismo, assim que a história do Clube só pode ser revivida através da memória das pessoas. Bom, eu gostaria de lhe pedir para me enviar um e-mail para eu poder lhe explicar o que eu procuro. Muito obrigada.

  14. Danusa, já enviei para teu endereço de e-mail os fones de dois dos principais nomes daquela época no Cidreira Praia Clube, que tenho comigo, o Gerê, irmão do Nislson, e o Sergio Kaminski, atual vereador de Porto Alegre.
    Boa sorte no seu resgate.

  15. Sergio Kaminski disse:

    Danusa …Posso tre ajudar no resgate do CPC…Um abraço SK

  16. caros amigos eu ainda criança conheci o Gerê no Cruzeiro de POA, ali na Montanha, anos depois joguei no Canarinho do IAPI, onde conheci o Gerdau,Pelezinho(que estão na foto)…o Chumbinho(Nilton Drumomond )foi meu colega de primário em 64,65….no Grupo Escolar Medianeira…morava eu na Coriga nos anos 70, do ladinho grudado com o IAPI…um abraço a todos e ainda veraneava em Cidreira onde assistia os grandes jogos do praiano dos anos 60/70….Ricardo Maurício

  17. Flavio Serpa ("Serpa" ) disse:

    Boa Noite, Emanuel Mattos!

    Como é bom ver alguém como você que consegue resgatar estes momentos inesquecíveis, que ficam pra sempre em nossos pesamentos.
    Bem, tive a grande honra de participar desse grupo, de ter amigos como o”Caminhão do Lixo”,foi assim que me apresentaram o Nilsão, o seu grande irmão Gerê, Sergio Kaminski, Juarez (Marreca), Hermes, Augustinho(Peludo),Chumbinho, Gerdau, Renatinho,Piu, Dornelles, Zé César, Tininho, César(goleiro), Paulo Amaral, Neizinho, e o grande treinador Crespo.
    É com orgulho que relembro minha passagem pelo time do Palomares e do CPC. E neste momento em que navegava pela internete, vasculhando o passado, ao encontrar estes relatos, constatei que os momentos vividos com estes grupos não estavam somente em minha memória. Grande iniciativa Emanuel! Saiba que você me proporcionou grande deleite ao relembrar tudo isso.
    Abraços a todos!

  18. Valter Carpin disse:

    Emanuel Mattos,

    Parabéns!

    Vendo todos esses depoimentos fiquei com saudades dos tempos em que eu assistia e depois joguei no CPC, ri muito quando li um comentário onde falavam das fugidas das concentrações, pois lembrei de uma vez quando jogava no CPC e fiz a mesma coisa, indo pular carnaval no CPC na véspera da decisão contra a SAT, chegamos escondidos, mas não adiantou nada o Paulo Rosa estava acordado e nos viu, joguei dois anos no CPC no time juvenil e fui campeão no primeiro ano em 1981, tento ate hoje resgatar fotos dessa época onde também fui o goleiro menos vazado. Hoje moro no Rio de Janeiro.
    Seria muito legal reorganizar esse campeonato ai no Rio Grande do Sul, assisto aqui no Rio com 11 jogadores cada lado.

    Um grande abraço.

    Valter Carpin

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